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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Brasil reforça suspensão da Venezuela em reunião do Mercosul

O agravamento da situação na Venezuela voltou a ser discutido hoje  (8) na reunião de chanceleres de 16 países da América do Sul e Caribe, realizada em Lima, Peru. Na oportunidade, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, ressaltou o entendimento que motivou a  suspensão da Venezuela do bloco, sanção adotada pelos países fundadores do Mercosul.

“As últimas ações do governo de Nicolás Maduro, como a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, confirmaram, de maneira inequívoca, a instauração de uma ditadura no país. A opção pelo arbítrio violou a letra e o espírito do Tratado de Assunção”, ressaltou o Itamaraty, em comunicado divulgado à imprensa.

Durante o encontro, Nunes destacou, ainda, a decisão das procuradorias-gerais do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai de condenar a destituição da procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega, no que considerou “um claro atentado à autonomia do Ministério Público venezuelano”.

O governo brasileiro, que ocupa a presidência pro tempore do Mercosul, tem aproveitado a oportunidade para reforçar o entendimento que motivou a suspensão, por tempo indeterminado, da Venezuela. A medida, chamada de Cláusula Democrática, foi tomada com base nas regras do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1998.

A suspensão aplicada à Venezuela pelo Mercosul no sábado (5), em encontro realizado em São Paulo, soma-se a outra de natureza jurídica, feita no final do ano passado, devido ao não cumprimento, por parte da Venezuela de acordos e tratados firmados no momento de adesão ao bloco. Tal decisão foi tomada com base na Convenção de Viena.

Desde abril, a Venezuela vive uma onda de manifestações a favor e contra o governo, muitas delas violentas e que já deixaram mais de 120 mortos e mais de mil feridos. O governo Maduro deu posse na sexta-feira (4) a uma nova Assembleia Nacional Constituinte, iniciativa criticada pelo Mercosul.

Num agravamento ainda maior da situação, a Guarda Nacional Bolivariana, conrolada pelo governo de Nicolás Maduro,impediu nesta terça-feira (8) a entrada dos deputados opositores no Parlamento, depois dos representantes da Assembleia Nacional Constituinte terem entrado à força no local para tomar o controle do prédio.

 

#Agendagyn, #Mercosul, #Mundo, #Venezuela

Fonte: AgendaGYN - http://agendagyn.com/brasil-reforca-suspensao-da-venezuela-em-reuniao-do-mercosul/

Coreia do Norte ameaça atacar território americano de Guam

A Coreia do Norte afirmou na começo da manhã de hoje (9 - noite de quarta-feira no horário ocidental)  que está estudando "cuidadosamente" a possibilidade de realizar um ataque com misseís sobre o território dos Estados Unidos de Guam, no Oceano Pacífico.  O anúncio foi feito como reação à afirmação do presidente Donald Trump que, mais cedo, afirmou que os Estados Unidos responderiam com "fogo e fúria" a qualquer ameaça.

A afirmação de Pyongang foi divulgada por agências internacionais e teria sido difundida por meio da Agência Estatal de notícias do governo norte-coreano. Segundo um comunicado divulgado pela agência, o plano de ataque contra Guam pode ser executado "a qualquer momento", e que um ataque só depende da ordem do líder do regime, Kim Jong Un.

A agência estatal também afirmou que pode realizar um ataque preventivo caso os Estados Unidos mantenham o tom provocativo.  Além disso, agências de notícias da Coreia do Sul informaram que o regime norte-coreano poderia lançar misseis nas proximidades de base militares dos Estados Unidos em Guam.

No fim de semana as Nações Unidas aprovaram sanções contra a Coreia do Norte e além disso, os Estados Unidos fizeram mais manobras na região recentemente, assim como testes de misseis balísticos.

Com o tom provocativo de Donald Trump de hoje, a Coreia ameaçou e disse que os exercícios militares e a postura do governo norte-americano poderia "provocar um grave conflito".

Analistas consultados pela imprensa americana receberam a declaração com apreensão porque, segundo eles, a Coreia já teria capacidade de lançar uma bomba nuclear de pequeno porte usando seu arsenal de misseis.

Guam é um território organizado não incorporado norte-americano na Micronésia, no oeste do Oceano Pacífico. A ilha foi controlada pela Espanha até 1898, passando para o domínio dos Estados Unidos após o Tratado de Paris na sequência da Guerra Hispano-Americana. Com 541 quilômetros quadrados, Guam tem uma população de aproximadamente 178 mil pessoas e as instalações norte-americanas na ilha estão entre as bases dos EUA de maior importância estratégica no Pacífico Ocidental.

 

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Fonte: AgendaGYN - http://agendagyn.com/coreia-do-norte-ameaca-atacar-territorio-americano-de-guam/